Álvaro Siza, Ceuta, Espanha, 2011
Construído no coração da cidade de Ceuta, este projecto ocupa um quarteirão, “manzana”, do centro histórico, sendo possível do terraço avistar o porto da cidade. A orientação dos 5 edifícios que o constituem e a forma das suas fachadas foram desenhadas com o objectivo de se integrarem com um conjunto vasto de edifícios que circundam o quarteirão. O maior edifício é o do auditório, que domina grande parte do quarteirão, com uma parede curva que permite identificar facilmente a sua função. Ao lado do auditório existe um edifício com 4 volumes independentes que funciona como centro de congressos, um edifício onde se situa a escola de música, outro para uma escola de idiomas e um último para zona comercial. Em conjunto delimitam uma praça interior ao quarteirão que se enquadra na lógica funcional da cidade.
Como solução estrutural para a generalidade dos edifícios adotou-se uma estrutura composta de elementos horizontais resistentes de betão armado ou mistos de aço e betão armado e elementos verticais interligados, formando malhas quase ortogonais, onde se apoiam os elementos horizontais que por vezes têm um vão de considerável dimensão. No caso das garagens, as lajes apoiam-se no seu interior em pilares e na sua envolvente em paredes. Quanto às fundações optou-se, por uma solução de fundação directa na generalidade do edifício, normalmente constituída por um ensoleiramento reforçado sobre os pilares e em certas zonas específicas, garantindo tensões de contacto no solo de valores reduzidos.
Segundo o relatório geotécnico do Laboratório de Control de Qualidade de Ceuta S.L. verificam-se na realidade duas zonas diferentes no que respeita ás técnicas a adotar para a execução das escavações. Uma sem grande dificuldade devido ao afastamento razoável dos edifícios existentes que poderá ser executada por taludes. A outra devida á proximidade dos edifícios existentes deverá ter contenção especial; dentro das hipóteses sugeridas pelo LCQ de Ceuta optamos por "muros tipo continuo" por duas razões principais, económica e por se destinar a servir de cofragem perdida para receber a impermeabilização e a parede definitiva de betão.
No espaço técnico do auditório optou-se por uma estrutura metálica aparafusada com parafusos pré-esforçados de modo a ser possível executa-la em oficina e posteriormente monta-la no local. Esta estrutura é suspensa da cobertura nuns casos por meio de varões ajustáveis e noutros casos por meio de perfis metálicos.




























