Álvaro Siza, Lisboa, Portugal, 2004
O museu Júlio Pomar, com traço do arquiteto Álvaro Siza, é uma obra da câmara de Lisboa, entre o Bairro Alto e São Benzidos. O investimento ronda os 900 mil euros. O projeto de Álvaro Siza, feito a convite do pintor Júlio Pomar, é “extremamente simples, claro e bem pensado” e vai “mexer o menos possível” no conceito daquele edifício de princípio do século XX.
Daquele antigo armazém só se mantiveram as paredes estruturais e o telhado. As lajes adoptadas foram, no piso 0, pré-lajes em betão com armadura de aço em varão, apoiadas centralmente em blocos de betão furados de 2,0 em 2,0 metros e na periferia em maciços de betão. No piso 1 foram adoptadas lajes maciças com espessuras de 25cm e 30cm. Por necessidade geotécnica recorreu-se sapatas corridas ao longo das paredes do edifício, ligadas entre si.
A ligação da laje com as paredes de alvenaria será realizada à base de resinas epoxídicas e de buchas químicas. Na cobertura já existente em estrutura de madeira, foi necessário proceder-se ao seu reforço e reparação, tendo em conta, por um lado, as novas ações a que esta está exposta, e por outro, a degradação de algumas zonas das asnas de Madeira. Como tal, foi necessário adicionar à respectiva asna um conjunto suplementar de duas escoras travadas por meio de tirantes de aço e proceder-se às respectivas ligações por meio de chapas metálicas pregadas ou aparafusadas às peças de madeira. A degradação de algumas zonas das peças de madeira obrigou a injeção de resinas assim como a adição de elementos metálicos às respectivas peças.





