Pedro Pimentel e Camilo Rebelo, Foz Côa, Portugal, 2010
Reportagem Sobre o Museu no Porto Canal
O Museu do Côa é um projecto dos arquitetos Camilo Rebelo e Tiago Pimentel, com a colaboração do G.O.P nos projetos de especialidades, vencedor de um concurso entre outras 41 propostas nacionais e estrangeiras. O projecto dos dois arquitectos assenta num enorme monólito de betão com uma textura semelhante á do xisto local, semi-enterrado no topo de um monte, cujo princípio é a integração na paisagem.
O edifício é constituído por quatro pisos, cobertura/Piso 2, Piso 1, Piso 0 e Piso-1, organizados por um sistema particular de circulações verticais e horizontais. A cobertura reúne circuitos pedonais de acesso ao museu e faixas destinadas a estacionamento de veículos. Incorpora ainda áreas panorâmicas, dois elevadores e uma escada criam a ligação directa ao átrio de entrada do museu.
O Piso 0, onde se situa a exposição permanente do museu e as salas de exposições temporárias, é estruturado pela rampa/corredor que percorre todo o corpo. “No fim do primeiro tramo desta rampa forma-se um nó de ligações”: para o interior do Museu, para a área administrativa (sede do Parque e Museu do Côa), e para o piso inferior, onde se localiza o restaurante a cafetaria e o auditório.
Este edifício tem varias particularidades: enfrenta condições climatéricas muito adversas e é muito isolado com difíceis acessos, que fez com que surgissem dificuldades com a considerável escavação e toda a logística envolvente.
A estrutura em betão aparente com o aspeto da pedra de xisto da zona, foi um dos desafios do projecto, e foi conseguido após vários estudos realizados com moldes em fibra de vidro. O processo construtivo consiste numa estrutura de betão maciço, com algumas lajes mistas.
A estereotomia tem painéis com 60, 90 e 20 cm de largura que foram variando de posição. Os pavimentos do museu são em microbetão pigmentado. As caixilharias possuem vãos de razoável dimensão.













